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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno - Apenas um Fan Service?

janeiro 29, 2026 0

Uma adaptação que tenta agradar aos fãs do game e aos fãs do cinema ao mesmo tempo e acaba não agradando nenhum dos dois. Mas é tão ruim assim?



Ano: 2026
Duração: 1h 46min
Gênero: Terror/Mistério/Psicológico
Diretor: Christophe Gans
Elenco: Jeremy Irvine, Hanna Emily Anderson, Evie Templeton
Sinopse: Uma carta misteriosa chama James de volta a Silent Hill em busca de seu amor perdido. Ele encontra uma cidade antes reconhecível e se depara com figuras aterrorizantes, tanto familiares quanto novas, e começa a questionar sua própria sanidade.

Sobre o Filme

Acompanhamos James Sunderland, que durante um passeio de carro acaba conhecendo sua futura namorada Mary, na beira da estrada próximo a cidade de Silent Hill, logo após quase sofrer um acidente, o tempo passa, eles ficam juntos, mas a felicidade não dura muito tempo, e então já vemos James arrasado em um bar, afogando as mágoas, motivo...a morte de Mary.
Já no começo percebemos que o mental de James está de mal a pior, ponto esse que se reforça deixando claro que James está passando em consultas com uma psicóloga. Ao voltar para casa James encontra uma carta, de Mary, dizendo para James a encontrar no local favorito deles...Silent Hill.
James então parte para a cidade e chegando lá encontra uma cidade bem diferente do que recordava, agora praticamente uma cidade abandonada. Enquanto procura sua namorada (falecida) ele encontra diversas criaturas horripilantes. 
A busca avança e vamos descobrindo detalhes sobre o que aconteceu com Mary e James durante o período de seu relaciomento amoroso. 

Comparando o Filme com o Jogo

Terror em Silent Hill Regresso para o Inferno é baseado no jogo Silent Hill 2, jogo que recentemente joguei, zerei e estou com ele fresco na mente e posso falar algumas coisas sobre as diferenças e semelhanças em comparação ao filme, vamos lá:

Ambientação

A ambientação está bem parecida ao game, desde a estrada onde James se encontra com Mary pela primera vez (cena que não existe no jogo, o jogo já começa na estrada com James descendo para Silent Hill procurando Mary), quanto o Hotel, o Hospital, o Clube. Embora não mostre tanto essas áreas o pouco que é mostrado fica bem nítido que tentaram manter a aparência original.
Observação: Poderia ter mais névoa e ser mais escura a cidade, característica chave do game.

As Criaturas

As criaturas também ficaram bem feitas e parecidas ao jogo, destaque para o famoso Pyramid Head, que ficou muito maneiro. Vamos falar mais sobre as criaturas mais pra frente.


A História (Spoilers)

Aqui chegamos no ponto mais importante até agora, a história, é fiel ao jogo? Alguns pontos sim e outros não. Como citado anteriormente, o filme se basea no segundo jogo da franquia, mas o filme mistura alguns pontos do primeiro jogo, como o caso da seita, existente em Silent Hill onde Mary está envolvida diretamente e acaba ficando doente por conta disso. A seita é assunto principal do primeiro jogo e não do segundo, e também não é citado nenhuma ligação com Mary, a doença é outra diferença,  no jogo não tem uma causa mencionada, sabemos somente que ela está com uma doença terminal. Essa mudança no filme embora não agrade todo mundo é até algo interessante se pensarmos em "novatos" que nunca tiveram contato com Silent Hill, então ao meu ver essa foi a idéia, fazer todos entenderem um pouco sobre o universo Silent Hill e o que já aconteceu na cidade. 
Seguindo esse mesmo caminho, vemos a difença entre o James do filme e o James do jogo. No filme não demora muito para entendermos que James está tendo surtos mentais, pois existe uma psicóloga que entra em contato com ele algumas vezes, deixando claro que ele está passando por terapia para superar a morte de Mary. No jogo não existe psicóloga, James está lidando com seus demônios mentais e ficamos a todo tempo tentando entender se ele está vivo ou morto, sonhando ou acordado, tudo aquilo é real ou não, e esse é o grande trunfo do jogo que se perdeu no filme. Outro ponto é a falta de conectividade emocional com James, sabemos da dor dele, mas no filme a tensão psicológica é constantemente interrompida por flashbacks dele com Mary quando ainda estava viva, quebrando o clima pesado que deveríamos ter ao acompanhá-lo na sua jornada.

Análise Final

O filme não é de todo ruim, mas peca em ser muito acelerado nos acontecimentos, deixando questões importantes se tornarem superficiais. Trás alguns elementos do jogo, quase um Fan Service*, mas também de forma superficial, parecendo que estão ali só pra agradar os fãs do jogo e não trazer um importância ou real necessidade.
Posso dizer que o jogo passa um sofrimento, uma dor e um clima muito mais pesado que o filme, mas entendo que é muito dificil em 1 hora e 40 de filme, conseguir transmitir  o que é passado em quase 20 horas de agônia constante do jogo. Mas o problema está como essa 1 hora e 40 foi usada, e a tentativa de deixar mais fácil de entender para quem assiste, foi uma tentativa arriscada, pois Silent Hill é um jogo que você sente ele antes de entender, e o filme inverteu esses papéis e acabou faltando tempo para sentir o que estava acontecendo.
As mudanças na história tiraram ainda mais o peso emocinal que James carregava, por exemplo, no fim descobrimos que James matou Mary sufocada, por pedido dela, sim é algo pesado e difícil de carregar, mas no filme eles se separaram e após saber que Mary está bem doente James a visita e a pedido dela a sufoca, mas tudo é bem rápido, ele a amava tanto e tomou essa atitude rápido e fácil assim? Vamos comparar ao jogo.
No jogo ao começar a ficar doente, Mary cria muito ódio de tudo e todos ao seu redor, talvez por considerar a vida injusta, e que não merecia o que estava passando. O casal vivia junto e estavam em casa ou no hospital, Mary maltrava até mesmo James que estava sempre ao seu lado, o relacionamento vai se deteriorando, assim como a saúde de Mary e o mental de James, ele também fica exausto de tudo isso e ao sufocá-la em casa, a pedido dela, ele mesmo confessa que não fez aquilo apenas por ela, e sim por ele também, pois não estava aguentando mais tudo aquilo, e essa culpa o corroía. Nada disso é mostrado em tela com flashbacks, vamos descobrindo ao longo do jogo por carta de Mary ou pelo próprio James.


Extra

Como já disse, Silent Hill faz você sentir, o medo, a culpa, a raiva, a dor, é completamente psicológico, e os criadores transmitem isso de várias maneiras para te incomodar, uma delas são as criaturas, lembra que disse que ainda íamos falar delas!?
Cada criatura tem um significado, um mais sinistro que outro, são personificações de pensamentos, traumas e desejos que fazem parte do protagonista.
Para não estender mais este post vou deixar aqui um link para caso vocês se interessem por saber mais sobre os monstros, e entender o que cada um deles representa, é só clicar aqui.

*Fan service (ou fanservice) refere-se a material incluído em obras de ficção (animes, mangás, jogos, filmes) intencionalmente adicionado para agradar o público ou atrair novos fãs.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

After Life: Vocês vão ter que me engolir | Comédia com tom de melancolia

janeiro 19, 2026 0
Estamos todos morrendo. Ser saudável é apenas uma forma de morrer mais devagar.

Acho que é meio inevitável que em algum momento da vida a gente pense sobre a morte, alguns vão negar sua existência até que ela visite o vizinho; outros vão abraçá-la como a única certeza da vida e há também aqueles que, diante dela, escolhem "sobreviver" do jeito que conseguem — com sarcasmo, silêncio e uma "honestidade" quase cruel, este é Tony.

Vamos falar sobre After Life.



Título: After Life
Temporada: 3
Formato: Série / 18 episódios
Ano: 2019
Dirigido por: Ricky Gervais
Duração: 25/31 minutos
País de Origem: Reino unido
Gênero: Humor negro

After Life é uma série criada e protagonizada por Ricky Gervais que acompanha Tony, um jornalista lidando com a morte da esposa e as consequências do luto em sua vida pessoal e social. A narrativa se desenvolve a partir de seu cotidiano após a perda, explorando as relações, os conflitos e o impacto emocional dessa ausência.

Falando sobre

Eu comecei a assistir After Life de maneira despretensiosa. A gente estava procurando uma série daquelas que se vê antes de dormir,  sem a intenção de mergulhar em algo profundo, apenas com o desejo de finalizar o dia com uma gotinha de prazer cinéfilo, logo percebi que se essa era a intenção fizemos uma péssima escolha.

Não tenha conclusões precipitadas, eu gostei da série, acontece que ela tem tantas camadas que ao invés de dormir depois de assistir eu costumava ficar horas pensando sobre.

E confesso pra você que, embora o humor negro seja o responsável por dar o tom da trama eu pouco ri, vi vários relatos de pessoas que pausaram a série pra cair na gargalhada, enquanto eu, apenas lembro de chorar, chorar e chorar, será se tem algum problema comigo? Ou isso é reflexo do meu lado melancólico?

De repente a série bata mais forte em quem vivenciou um profundo período de luto, ou enfrentou momentos de intensa apatia, assim como Tony que não tinha outro objetivo de vida a não ser desviver.


ATENÇÃO ESTE TRECHO TEM SPOILER

Tony é um personagem humano, mergulhado na dor e nas emoções mais sombrias que um ser humano pode experimentar. Mas, se pararmos para analisar alguns pontos de sua história, percebemos que a morte de Lisa foi apenas o estopim para uma crise existencial que ele já carregava.

Em um dado momento, nosso viúvo raivoso revela que, antes de encontrar sua esposa, era apenas alguém sem grandes ambições, vivendo uma vida medíocre e sem sentido. Levando isso em consideração, conseguimos compreender o tamanho do impacto da morte de Lisa: ela era quem dava sentido à vida dele. Ele não perdeu apenas a esposa, mas também parte de si mesmo — a melhor parte — e, com o luto, foi obrigado a olhar novamente para si.


Claro que isso era uma tarefa terrível para ele, assim como é para muitos de nós. E é aqui que a série cumpre um papel importantíssimo: espelhar nossas dores, fazendo com que nos reconheçamos neste homem tão amargo e irritadiço.

Na verdade, Tony amava o que Lisa despertava nele: a vontade de viver, a alegria, o entusiasmo. Isso não quer dizer que ele não a amava; significa, talvez, que ele era alguém que se amava pouco, e que grande parte da sua identidade e motivação vinha do que ela fazia florescer nele.

Quando Lisa morre, o que resta é a presença de poucos amigos, do cunhado e de alguns outros personagens que, de maneira quase cômica, insistem em cutucar a ferida de Tony — não por crueldade, mas por simplesmente continuarem existindo ao redor dele.

Julian, o entregador de jornais, foi um dos personagens que mais me chamou atenção. Ele compartilhava da mesma dor intensa que Tony sentia. Em um de seus últimos diálogos, Julian expressa, de forma profundamente emotiva, a sensação de que ninguém se importaria caso ele morresse. E quando sua morte acontece, com Tony envolvido nesse desfecho, a série escancara uma verdade fria e desconfortável: talvez ninguém ligasse mesmo.

Outro personagem tão marcante quanto irritante é Brian. O pobre homem foi abandonado pela esposa e não conseguiu superar a traição. De certa forma, cada personagem parece refletir uma camada das emoções de Tony; todos se espelham e se complementam, criando um universo onde a dor, a frustração e a busca por sentido se entrelaçam.


Até mesmo aquele que deveria trazer lucidez a toda trama, o tal do psiquiatra, era mais pirado que todo o elenco junto (esse foi um personagem do qual ri, mas por vergonha alheia), achei um máximo a construção dele, mas por que será que ele era tão maluco assim? Com certeza Freud explica rsrs.

No fim, After Life remexe com as sombras humanas, isso é fato. Ela mostra os malefícios de conteúdos reprimidos, o vazio que a gente tenta preencher com acúmulo, trabalho ou aprovação alheia, e a constante sensação de que precisamos agradar para ser aceitos. Mostra como é difícil encontrar um caminho na vida quando parece que não existe mapa ou receita, e como cada pequena perda, cada frustração, cada ferida, vai se acumulando até nos obrigar a olhar para dentro.

E é justamente aí que a série acerta em cheio: ela nos confronta com nossas próprias dores enquanto nos faz rir, chorar e refletir. Tony é a personificação desse caos humano, mas também nos lembra que, mesmo diante do vazio, da solidão e do desespero, ainda existem conexões, pequenas alegrias e momentos que valem a pena. After Life não oferece respostas fáceis; ela entrega algo muito mais raro: a certeza de que, mesmo quebrados, podemos continuar existindo — e, aos poucos, encontrar pedaços de nós mesmos que valem a pena serem resgatados.

No fim das contas, a série não é só sobre perder alguém que amamos. É sobre se perder, se encontrar e perceber que viver é, acima de tudo, se permitir sentir tudo — a dor, a raiva, a melancolia, mas também o riso, a leveza e o amor que ainda existe, escondido nos cantos mais improváveis da vida. E isso, meu amigo, é épico.

Assim é a vida humana.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Good Boy: Isso não é apenas um filme de terror

janeiro 13, 2026 0

 

Com toda certeza você já ouviu dizer que animais tem um sentido bastante aguçado quando o assunto é sobrenatural, mas eu diria que isso se aplica a quase tudo, a intensidade pode ser vista desde a felicidade que expressam ao nos ver chegar, até a postura firme quando precisam nos defender, no fim bichinhos de estimação (especialmente doguinhos) tem uma gama de emoções que talvez o ser humano jamais seja capaz de entender.
E assim começo a viagem ao ambiente hostil presente em Good Boy.




Ano: 2025

Duração: 1h 13min

Gênero: Suspense/ Terror

Diretor: Ben Leonberg

Elenco:  Shane JensenArielle FriedmanLarry Fessenden

Sinopse: O Bom Menino acompanha Indy, um cachorro que se muda com seu dono para uma cabana isolada. À medida que em que o isolamento se intensifica, o ambiente se torna cada vez mais opressor, e Indy passa a sentir que algo está muito errado. 


Falando sobre




Eu sou apaixonada por filmes de terror, então quando vi especulações sobre um filme onde um cachorro seria o protagonista, experimentei um misto de emoções: primeiro a empolgação, depois a surpresa por ver uma ideia pouco convencional sendo apresentada com tanta ousadia — eu diria até coragem. Afinal, o filme já começava a circular com o rótulo de “melhor filme do ano”, algo que naturalmente eleva as expectativas.

Por outro lado, me bateu aquele pensamento crítico inevitável: será que isso vai funcionar?
Como eles pensaram tudo isso? Até onde essa ideia consegue se sustentar sem virar exagero? E, principalmente… vão humanizar o cachorro?

Na minha cabeça, a pergunta já vinha acompanhada do pânico:
ele vai falar?
vai ter narração em off com voz emotiva?
Oh meu Deus, não.

Porque para mim ali estava o maior risco do filme. No momento em que Indy deixasse de agir como cachorro e passasse a “pensar como gente”, tudo desmoronaria. O terror perderia força, a proposta cairia no artificial e o impacto emocional viraria manipulação barata.

Felizmente, O Bom Menino parece consciente desse perigo. A produção entendeu que o poder da história está no comportamento natural: Indy não compreende o que está acontecendo, não racionaliza a dor, não verbaliza o medo. Ele apenas sente — e reage. E isso, paradoxalmente, torna tudo muito mais angustiante.

Esse cuidado em não humanizar demais o protagonista canino é uma das escolhas mais inteligentes do filme. Em vez de explicar o horror, ele nos obriga a vivê-lo junto com Indy, sem tradução, sem conforto e sem atalhos emocionais.


Pois bem, dito isso, vamos aos fatos.

Good Boy é um filme bem construído, isso é inegável. Apostar na simplicidade foi um dos seus maiores acertos. Não há excessos visuais, explicações desnecessárias ou tentativas de impressionar pelo choque. Tudo é contido, pensado para funcionar dentro de um espaço limitado e de uma proposta muito clara.

E é justamente aí que mora a complexidade do filme. Porque transformar essa simplicidade em algo emocionalmente tão intenso não é fácil. Estamos falando de um terror que depende quase exclusivamente de reações imediatas, de gestos, sons, silêncios e comportamentos sutis diante de eventos profundamente perturbadores. Não há diálogos que conduzam o espectador pela mão; o impacto vem da observação.

Imaginar o processo de gravação ajuda a dimensionar esse mérito. Captar emoções tão cruas sem recorrer à humanização excessiva do cachorro exige paciência, sensibilidade e um controle enorme de linguagem cinematográfica. Cada reação de Indy carrega peso porque parece genuína, instintiva, nunca encenada no sentido tradicional.

Essa escolha não apenas fortalece o terror, como também sustenta o drama. O filme entende que o medo não precisa ser barulhento para ser eficaz — às vezes, ele se manifesta no simples ato de observar algo terrível acontecer sem conseguir fazer absolutamente nada a respeito.

Mas isso não é mérito apenas de um bom roteiro ou de uma produção bem pensada. A atuação do doguinho faz, sim, toda a diferença.


Indy não está ali apenas como um recurso narrativo curioso ou um “truque emocional”. Ele sustenta o filme. Grande parte do impacto vem da forma como suas reações são captadas: o olhar atento, o corpo em alerta, a hesitação antes de se aproximar, o instinto falando mais alto que qualquer explicação racional.

E o mais interessante é que essa atuação funciona justamente porque não parece atuação no sentido clássico. Não há comandos visíveis, não há exagero, não há tentativa de transformar o cachorro em um humano disfarçado. O que vemos são respostas orgânicas a estímulos reais — medo, estranhamento, curiosidade, proteção.

Isso cria uma conexão imediata com o espectador. A gente acredita em Indy porque ele reage como um cachorro reagiria. E, paradoxalmente, isso torna o terror mais eficaz do que se tudo fosse cuidadosamente encenado. O desconforto nasce da autenticidade.

Em muitos momentos, é Indy quem conduz o ritmo das cenas. O filme observa, espera, acompanha. Confia que o simples ato de estar atento ao comportamento dele já é suficiente para construir tensão. E quase sempre é.

No fim das contas, Good Boy funciona tão bem porque entende que sua maior força não está em grandes viradas de roteiro, mas na soma de escolhas pequenas — e Indy é, sem dúvida, a mais importante delas.


Mesmo com tantos acertos, Good Boy não passou ileso pelas críticas. As avaliações baixas e a recepção morna de parte do público deixaram evidente uma insatisfação que, sinceramente, diz mais sobre quem assiste do que sobre o filme em si.

Lendo e ouvindo alguns comentários, a sensação foi clara: muita gente simplesmente não entendeu nada. E aí fica a pergunta inevitável — quais são os critérios que essa galera usa para decidir se um filme é bom ou não? Em que momento nossa capacidade interpretativa caiu tanto a ponto de confundir silêncio com tédio e sutileza com falta de conteúdo?

Não sei responder. Só sei que, desde que a internet abriu espaço para qualquer pessoa defender suas ideias sem o menor filtro crítico, a inteligência coletiva parece ter batido em retirada.

Ouvi críticas dizendo que o filme é “chato”, “pouco inovador”, “parado demais”. E confesso que fiquei genuinamente confusa. Como assim? Um terror que aposta na perspectiva de um cachorro, constrói tensão sem apelar para fórmulas gastas e transforma a doença, o isolamento e o luto em horror psicológico… pouco inovador?

No fim das contas, o que parece incomodar não é a qualidade do filme, mas o fato de ele exigir algo do espectador: atenção, sensibilidade e disposição para sentir desconforto sem recompensa imediata.

Ainda assim, foi satisfatório ver que, ao menos em algum ponto, Good Boy recebeu o reconhecimento que merece. A premiação de Indy como melhor atuação não é apenas simbólica — é a confirmação de que o filme acertou exatamente onde muitos se recusaram a olhar. Porque quando até um cachorro entrega uma performance mais honesta e impactante do que muito protagonista humano por aí, talvez o problema nunca tenha sido o filme.


No fim, pra mim, fica evidente que Good Boy entregou mais do que prometeu — e isso é um fato. O filme poderia ter se apoiado apenas no impacto da ideia inusitada, mas escolheu ir além, construindo um terror sensível, incômodo e emocionalmente honesto.

Não é um filme feito para agradar todo mundo, e talvez esse seja justamente o seu maior mérito. Good Boy exige atenção, interpretação e, principalmente, disposição para sentir. Ele não explica, não consola e não subestima o espectador. Entrega uma experiência que permanece depois que os créditos sobem.

Pode não ser unânime, pode dividir opiniões, mas dificilmente passa despercebido. E, para um gênero tão saturado de fórmulas repetidas, isso já é uma grande vitória.

Se você procura um terror que desafia, provoca e permanece — Good Boy cumpre o que promete. E, no meu caso, foi além.

Curiosidades


Perspectiva canina inovadora: o filme é quase todo filmado na altura do chão, colocando o espectador literalmente no ponto de vista de Indy e criando um terror mais sensorial e imersivo.

Indy é um protagonista real: o diretor Ben Leonberg treinou seu próprio cachorro por cerca de três anos, usando petiscos e estímulos sonoros para capturar reações naturais, sem humanizar o animal.

Sucesso no cinema independente: mesmo com orçamento baixo, o filme se destacou pela narrativa enxuta e pelo uso inteligente de um conceito simples, tornando-se um fenômeno indie.

Ansiedade do público: o impacto do trailer foi tão grande que as buscas por “o cachorro morre no final?” aumentaram drasticamente, mostrando o envolvimento emocional da audiência.

Indicação histórica: Indy entrou para a história ao se tornar o primeiro animal indicado a uma categoria tradicional de atuação no Astra Film Awards 2025.Terror pela ambiguidade: a presença sombria que ronda a casa nunca é totalmente explicada, reforçando o clima de mistério e o terror psicológico.

Curto e eficiente: com cerca de 70 minutos, o filme é elogiado por não se arrastar, mantendo a tensão do início ao fim — embora alguns considerem o começo mais lento.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Nana: Entre cigarros, sonhos e péssimas escolhas

janeiro 09, 2026 0
Eu não quero depender de ninguém… mas também não quero ficar sozinha.
— Nana Osaki
Existem histórias que a gente assiste para se distrair… e existem aquelas que a gente assiste para se reconhecer. Nana definitivamente faz parte do segundo grupo. Esse não é um anime sobre romance idealizado ou finais felizes previsíveis, mas sobre pessoas reais, cheias de falhas, tentando amar, pertencer e sobreviver emocionalmente às próprias escolhas.
Bora falar de Nana.




Ano: 2006
Episódios: 47 
Gênero: Josei/ Slice of Life
Adaptação: Mangá shōjo - Nana / Autora: Ai Yazawa 
Diretor: Morio Asaka
Sinopse: Nana é um anime que acompanha a vida de duas jovens com o mesmo nome que se conhecem por acaso a caminho de Tóquio e acabam dividindo um apartamento. Coincidência? Sim. Boa ideia? Definitivamente não.A Nana Osaki é roqueira, intensa, dona de uma personalidade forte e cheia de feridas emocionais que ela prefere fingir que não existem. Já a Nana Komatsu — a famosa Hachi — é romântica, carente, sonhadora e especialista em tomar decisões questionáveis quando o assunto é amor. O que começa como uma amizade improvável logo vira um emaranhado de dramas, relacionamentos confusos, escolhas impulsivas e muito caos emocional.Entre bandas, sonhos quebrados, amores mal resolvidos e silêncios que machucam mais do que brigas, Nana entrega uma história crua sobre crescer, se perder e tentar se encontrar no meio do caminho. Não espere conforto: esse é um anime que gosta de cutucar feridas — e talvez seja exatamente por isso que ele marca tanto.




Falando sobre

Desconfiem quando uma psicóloga te indicar um anime, hehehe… ela provavelmente sabe muito bem o que você precisa assistir. E foi assim que eu finalmente encarei Nana. Já fazia tempo que ele estava na minha lista, mas depois de uma indicação empolgada de um psi no Instagram, resolvi viver a experiência.



Todo início de ano eu procuro algo que dê uma boa sacudida nas minhas estruturas, e esse anime foi um tiro certeiro. Nana traz uma narrativa envolvente e, logo nos primeiros episódios, nos leva de volta no tempo — e digo isso já com um pezinho nos 36, rs. Duas jovens cheias de sonhos, expectativas e aquela sensação deliciosa de que a vida está só começando, partindo para Tóquio em busca de um novo rumo. O famoso “agora vai”.

No começo, tudo parece promissor. Mas conforme a trama avança e a gente passa a conhecer melhor as duas Nanas, a história ganha camadas muito mais profundas. Preciso confessar que fiquei impressionada com a intensidade emocional desse anime. Os acontecimentos vão se acumulando de um jeito tão real que é impossível não sentir um certo desconforto — aquele incômodo de quem se reconhece demais.

A Nana Osaki é uma cantora incrível, intensa, dona de uma personalidade forte, daquelas que deixam rastro por onde passa. Já a Nana Komatsu, a Hachi, é delicada, sonhadora, romântica, quase uma princesinha criada à base de contos de fadas. Dizem que os opostos se atraem, né? Pois é… e aqui isso fica bem claro. Mas o que mais chama atenção é perceber que, por trás dessas diferenças, ambas carregam dores emocionais mal resolvidas. Em momentos diferentes da vida, a gente transita entre essas duas versões — e talvez seja isso que torne Nana tão difícil de assistir.



E não são só as protagonistas que brilham. Os personagens ao redor também são cheios de falhas, contradições e escolhas questionáveis. Tem aqueles que despertam empatia, outros que irritam profundamente, e alguns que fazem a gente pensar: “meu Deus, eu já conheci alguém exatamente assim”. Ninguém ali é totalmente vilão ou totalmente vítima. Cada personagem carrega seus próprios vazios, inseguranças e limites emocionais — e isso deixa tudo ainda mais humano.

A fotografia do anime acompanha muito bem esse clima. Tóquio não é retratada como um conto de fadas o tempo todo. Ela aparece viva, corrida, às vezes solitária, quase indiferente, refletindo perfeitamente o momento de vida daqueles personagens. Já a trilha sonora é um capítulo à parte. A música não está ali só como pano de fundo: ela faz parte da identidade da história. Principalmente no universo da Nana Osaki, a música funciona como expressão, fuga, força e sobrevivência.



Outro ponto que costuma dividir opiniões é o fato de Nana não ter um final fechado. Isso frustra, incomoda e deixa aquela sensação de vazio. Mas, sendo bem sincera, também faz sentido. A vida nem sempre entrega respostas, nem sempre encerra ciclos de forma organizada. Algumas histórias simplesmente continuam — e ficam ecoando dentro da gente. Nana é exatamente assim.

No fim das contas, vale muito a pena assistir Nana porque ele não tenta agradar. Ele não romantiza dores emocionais, não entrega soluções fáceis e não passa a mão na cabeça de ninguém. É um anime que provoca, incomoda, emociona e faz refletir. Não é leve, não é confortável, mas é profundamente marcante. Daqueles que a gente termina de assistir… e continua pensando por muito tempo depois.

Curiosidades

Nana, criado por Ai Yazawa, não ficou só no mangá, apesar de ser a obra original, mais profunda e emocional, e ainda inacabada. O anime (2006–2007) adaptou boa parte da história em 47 episódios, com ótima trilha sonora, mas também sem final fechado. A obra ainda ganhou dois filmes live-action (2005 e 2006) e álbuns das bandas BLAST e Trapnest, tornando a música parte essencial da experiência. Mesmo sem conclusão, Nana continua viva por tocar algo muito humano.

E você já viu Nana?
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terça-feira, 5 de novembro de 2024

Coringa: Delírios a dois é bom sim e eu vou provar o por quê

novembro 05, 2024 0

Ai que saudade do ceis.

Eu voltei agora para ficar, porque aqui, aqui é meu lugar!


Sim voltei e vou chegar chegando com uma bomba nas mãos, quero trocar uma ideia com você a respeito do mais falado, mais esperado e  mais odiado filme, Coringa: Delírios a dois.


Ano: 2024

Duração: 138 min

Gênero: Suspense/ Musical

Diretor: Todd Phillips

Elenco: Joaquin Phoenix, Lady Gaga, Brendan Gleeson, Catherine Keener, Steve Coogan, Harry Lawtey, Zazie Beetz

Sinopse: Arthur Fleck, o Coringa, encontra em Harleen Quinzel, a Arlequina, uma parceira em seus delírios e visões anárquicas. Ela, uma psiquiatra fascinada pelo caos de Arthur, abandona a lógica para seguir o rastro de loucura e liberdade que ele representa. Em meio ao caos de Gotham, o casal vive uma relação intensa e destrutiva, marcada por amor, riso e terror. Juntos, desafiam as normas sociais, transformando a cidade em palco para sua visão distorcida de mundo.


Sobre o filme 

Se eu estava ansiosa pelo filme? Claro que eu estava, Coringa pra mim foi uma pérola necessária que poderia até não ter continuação, mas ainda assim seria considerado por mim um excelente filme.

Eu já falei inúmeras vezes que filmes que trazem a visão de vilões e anti heróis tem muito conteúdo analítico embora muitos encarem esses filmes apenas do viés entretenimento, e tudo bem ninguém é obrigado a descobrir quem veio primeiro, o ovo ou a galinha - na maioria das vezes tudo o que o telespectador quer é ver um filme sobre seu personagem favorito e ponto.

O primeiro filme já chegou causando impacto, quem é fã dos quadrinhos esperava tudo menos um coringa humanizado, tema que foi muito bem explorado em seu roteiro, certamente dividiu o público, mas no fim independente da história de dor do Coringa ele deu ao público aquilo que era esperado, a loucura, a reação diante de uma realidade caótica, a explosão animalesca diante da injustiça, a revolta.



Tá mas e ai? O que vem depois?

Coringa: Delírios a dois 

Quando comecei a ouvir as primeiras críticas sobre o filme pensei ué? Como assim?
O filme é musical 👎, é cansativo 👎, desnecessário 👎 e essas são as críticas mais leves que li e ouvi.
Juro poderia ter desanimado total, mas como sei que essas opiniões em sua maioria baseavam-se no fator comercial do filme pensei, vou assistir SIM, e se não tivesse feito teria me arrependido.



Primeira coisa que preciso pontuar aqui: Quem foi ao cinema ver o vilão do Batman dançou, segundo ponto, quem esperava um filme raso para puro entretenimento dançou duas vezes, e terceiro ponto quem assistiu o primeiro filme e nem ao menos cogitou que sua continuação seria ainda mais simbólica se formou na academia de dança.
Coringa: Delírios a dois não é um simples filme de vilão, comercial que visa agradar os fãs dos quadrinhos sorry, acho que isso está muito claro.
O filme vem recheado de criticas e só quem não assistiu a esse filme da maneira adequada não percebeu, mas vou mostrar pra você alguns pontos que passaram batido.


Se no primeiro filme a gente começa a conhecer a história de Arthur Fleck e o que o levou a se tornar o "Coringa", no segundo filme vamos desfrutar do contrário, o que o Coringa tem de Arthur Fleck.
Delírio a dois traz uma visão alucinada de uma pessoa submersa em traumas e viagens mentais e por isso a música é tão necessária pois reforça esse sentido de fantasia, então sim a música tem um porque de ser.

SPOILER

O filme começa com um desenho e se prestarem atenção ele já reflete a mensagem principal do filme, Arthur está indo se apresentar num programa mas sua sombra tenta o tempo todo sabotá-lo e tomar o controle, ela consegue por um tempo, mas no fim Arthur é quem recebe a punição por dar vazão a ela.

Na sequência, nos deparamos com  Arthur Fleck numa prisão em condições sub-humanas e preciso neste ponto ressaltar a atuação de Joaquin Phoenix foi sim muito foda em todos os âmbitos possíveis, Fleck é tratado com desdém e deboche o tempo todo, algo que já é bem conhecido do personagem, nesse momento Arthur é somente o Arthur vivenciando mais um período difícil de sua vida.

Até que ele encontra Harleen e aqui TUDO muda.
Arthur Fleck foi uma pessoa que passou por abusos, negligencia e dores inimagináveis, sempre de maneira passiva, até o dia em que Coringa o que poderíamos chamar de segunda personalidade resolve dar vazão a toda raiva e ressentimento que Fleck sentia, mas esse não era quem ele era.
Claro que uma pessoa que nunca soube o que era amor na vida tinha um único objetivo, viver o amor e isso se torna possível com o aparecimento de Harllen, mas a questão é que ela assim como grande parte do público não viram no Fleck alguém digno de ser amado e por isso se apaixonaram pelo Coringa e sabe porque?

Filmes são projeções mentais e o roteirista desse filme foi um gênio.
Quando olhamos para Arthur Fleck vemos refletida nele as nossas vulnerabilidades, e ninguém absolutamente ninguém gosta de parecer fraco, por isso rejeitam esses aspectos em si mesmo, mas como uma boa projeção este filme deixou muita gente desconfortável ao se ver representado por Fleck, a própria Arlequina mostra isso ao abandoná-lo depois dele se negar a assumir a personalidade do Coringa como absoluta.

O que o público queria?
Um Coringa que projetasse toda a revolta que existe dentro de si,  afinal a gente nega a vulnerabilidade por isso Arthur não é interessante.

A crítica desse filme só mostra o tamanho da hipocrisia humana, da negação das nossas sombras e do mal coletivo que está enraizado em nós.

Dentre muitos aspectos o que mais me chamou atenção, foi a parte do julgamento, onde a advogada queria fazer com que ele passasse por desajustado, mas ele se dá o direito de continuar sem defesa já que de toda forma ele levaria a culpa.
Depois vemos uma tentativa de defesa, onde o Coringa toma o controle novamente e isso anima o público, porque todo mundo quer um justiceiro que faça o que ninguém tem coragem de fazer, mas ele volta atrás e assume que é Arthur Fleck, com todas as dores e angustias, ele é apenas um homem.
Quando ele diz que poderia se apresentar com um discurso vitimista, mas escolhe assumir a culpa pelos seus atos Arthur está fazendo o que precisa ser feito, integrando sua sombra, mas isso não é interessante e nem comercialmente louvável não é mesmo.

Este filme pra mim foi de uma genialidade estrondosa pela qualidade sim, mas principalmente por incomodar tanto a ponto de fazer uma galera se defrontar com seu pior aspecto recalcado.
Não, este não é filmezinho comercial pra entretenimento é um espelho, uma crítica social sobre a maldade e a hipocrisia humana, onde a vítima é vista como a vilã até que ela reaja e seja a projeção de uma humanidade desumana.



Este filme tem tantas camadas que eu poderia escrever um livro sobre ele, mas meu objetivo aqui é trazer uma perspectiva mais profunda sobre algo que tá na cara e ninguém vê.
O filme foi muito bem conduzido, bem articulado SIM foi, mas não foi tão superficial como a galera esperava. 
Foi lento e cansativo? Já parou pra pensar como é a mente de uma pessoa traumatizada por uma dor tão foda que tudo o que ela pode fazer é criar fantasias pra lidar com a situação? Claro que não pensou você provavelmente faz o mesmo e nem percebe.

Coringa foi sim um filme FODA sim, cheio de lições que claramente o público não compreendeu e não está preparado para vivenciar.

Como esperar que entendam esse filme se mal entendem suas próprias mentes.

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Twisted Metal | Carros, Tiros e...Comédia?

janeiro 18, 2024 0

Twisted Metal é mais uma adaptação dos vídeo games que chega em formato de série pós-apocalíptica  mas dessa vez com uma proposta um pouco diferente. Será que eles acertaram assim como aconteceu com The Last of Us ?


Título: Twisted Metal
Ano: 2023
Gênero: Ficção pós-apocalíptica, Ação, Aventura, Comédia de ação, Drama
Criador: Reth Reese
Elenco: Anthony Mackie, Stephanie  Beatriz, Neve Campbel, Samoa Joe
Onde Assistir: HBO MAX
Sinopse: Um forasteiro tagarela sem qualquer memória de seu passado tem a chance de melhorar de vida se conseguir entregar um pacote em uma terra pós-apocalíptica devastada.

Ao contrario de The Last of Us, o jogo Twisted Metal não tem um enredo muito elaborado e definido, o que deu um espaço enorme para os criadores adaptarem como achassem melhor .

O Jogo

Como disse, o jogo não tem uma história definida, o primeiro jogo saiu em 1995 e basicamente a gente entende que existe um torneio onde pilotos entram em combate em seus carros até a morte, onde o vencedor pode pedir qualquer desejo a um homem chamado Calypso, criador do torneio. E é isso ! Mas apesar da história rasa, Twisted Metal se tornou um game de sucesso do seu gênero, porque ninguém estava nem ai pra história, só queria escolher seu carro e sair explodindo quem estivesse na frente.

Mas agora como fazer uma série de um jogo onde o foco é apenas uma arena cheia de carros se explodindo? Ai que precisou entrar a criatividade.

 A Série

Não dava pra uma série com 10 episódios, passar os 10 episódios em uma arena com carros se atirando sem explicação nenhuma, então obviamente a ideia foi colocar uma história para explicar e apresentar os personagens.

O Mundo está devastado e algumas cidades se fecharam completamente e uma pequena parte da população vive dentro dessas cidades tendo uma vida boa enquanto todo o restante vive fora com uma vida miserável, e o lado de fora é assustador, todo tipo de criminoso fazendo as piores atrocidades para sobreviver. John Doe (Anthony Mackie) é uma dessas pessoas que vive fora mas ele sobrevive trabalhando como ''leiteiro'', uma espécie de entregador  que a bordo de seu amado carro faz alguns serviços levando mercadorias geralmente de uma cidade para outra, e enfrentando todo tipo de situação perigosa no meio do caminho. Em uma dessas situações ele conhece Quiet (Stephanie Beatriz) que depois de alguns episódios se torna sua companheira de viagem. A dupla vai percorrendo o país e no percurso vão conhecendo outros personagens que também são grandes pilotos entre eles Sweet Tooth (o palhaço psicopata) personagem icônico presente em todos os jogos da franquia.


Eu acredito que quem não jogou Twisted Metal essa questão dos pilotos serem apresentados no decorrer da história acaba passando batido, pelo menos em questão de nostalgia e achar bacana ver tal piloto que você lembra do jogo. porém era necessário ir apresentando os personagens independente das pessoas conhecerem ou não, afinal de contas toda série é assim. Mas também vi jogadores se incomodarem pela série não ter muitos carros e combates e focar mais nas pessoas. Concordo e Discordo.

Sim a série foca mais na história do personagem principal e em apresentar um pouco os outros, mas se não tivesse isso a série seria o que? Um reality de Carros de Combate? Portanto eu achei necessária sim essa construção da história que já não existe nos jogos, fora a questão de trazer uma realidade para a série, no jogo você tem todo tipo de armas, mísseis, quase que infinito, e não dá pra ser assim na série, um míssil ou uma arma diferente é raro, e para quem estava reclamando, o ultimo episódio (Calma que isso não é spoiler) trás essa questão do combate entre vários carros para alegrar os fãs. E...(Agora é Spoiler, se não quiser saber pule para as considerações finais)...

...depois de John Doe completar sua missão e ser colocado como um dos pilotos aptos para combate, é mostrado que Calypso tem intenção de promover o tal Torneio numa possível segunda temporada.


Considerações Finais

No geral eu gostei da série daria uma nota 7.5, trouxe ação, construiu uma história bacana para os personagens, é uma série divertida e eu como fã do jogo a questão de focar mais nas pessoas do que nos combates de carros não me incomodou muito, o que me incomodou um pouco foi a forma como eles interagem. Quando penso em Twisted Metal eu penso em algo bruto, Tiro, Porrada e Bomba! A série tem isso? Até tem, mas também tem muita comédia, o protagonista está sempre fazendo piadinhas , tentando ser engraçado, até mesmo o Sweet Tooth também tem seus momentos de comédia. Não é aquela coméééédia pra você rir, é uma zoeira ali pra deixar aquele ar cômico, eu não achei ruim só acho que poderia ter um pouco menos. Ah, e a relação entre John e Quiet um mix de amor e ódio acaba sendo um pouco forçado para gerar aquele drama.

Bom, se você quiser ver uma série com drama, ação, explosão, tiros, mortes, um palhaço maluco e tudo isso incrivelmente ainda ter uma leveza cômica, Twisted Metal é a pedida, vai te divertir.

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sábado, 18 de novembro de 2023

Relembrando: De volta para o futuro

novembro 18, 2023 0
Olá a todos  deste blog eu sou o Guilherme, e hoje vamos falar de um clássico dos anos 80, uma Ficção Científica/Aventura que foi indicado ao Oscar de melhor Roteiro original e que é um dos melhores filmes focados apenas em viagem no tempo até hoje!       

                       
Título: De Volta para o Futuro
Ano: 1985
Gênero: Ficção científica/Aventura
Duração: 1h56m
País: EUA
Elenco: Michael J. Fox/ Christopher Lloyd/ Thomas F. Wilson


Sinopse: Um jovem viaja acidentalmente para 1955 em uma máquina do tempo e a única maneira de voltar é fazer seus pais se apaixonarem novamente.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Filme                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
O Filme conta a Historia de Marty Mcfly (Michael J. Fox) um adolescente da cidade fictícia de Hill Valey que é chamado pelo seu amigo Doutor Emmett Brown (Christopher Lloyd) para fazer o teste de sua mais nova criação "A Maquina do Tempo", criação que teve como  base um veiculo chamado DeLorean. Quando é chegada a hora de fazer o teste, um grupo de terroristas aparecem e para fugir Marty McFly usa o DeLorean  mas acaba voltando para o passado, e agora ele terá que voltar para a sua época.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  O que Achei                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Bom, como várias franquias famosas por ai das mais clássicas até as mais novas sempre tem um motivo para que sejam famosas e de volta para o futuro não é diferente! Este filme foi em sua época de lançamento o primeiro senão um dos primeiros que fizeram filmes com base em voltar ou ir para o futuro, e que maestria! A qualidade do filme realmente faz jus a sua grande quantidade de fãs, a sua historia tem uma base simples, mas mesmo assim os produtores souberam usar ela de forma divertida e que não te faz dormir na sessão, agora vamos falar um pouco sobre a composição, efeitos especiais, na minha opinião o que conseguiram na época realmente foi interessante pois a maioria dos efeitos especiais foram simples como o fogo que sai quando o Delorean viaja pela primeira vez não era algo complicado então ficou bem real para os padrões da época o mesmo para quando o raio que atinge o DeLorean para mim não foi motivo para zuar o filme eu achei um efeito bem bonito mesmo não sendo exatamente igual a um raio real, e cá entre nós os efeitos de computação gráfica do filme são bem melhores do que o do filme Flash rsrs, algo que acabei deixando de lado são os apetrechos do DeLorean que realmente passam uma sensação de maquina do tempo. Agora vamos Falar sobre os cenários e bom são lindos!, quando Marty está no passado as musicas pessoas locais e etc. realmente passam  o recado de um passado, além do cenário a cultura veículos são bem anos 50, inclusive este filme foca bastante em cenários quando o Marty está conhecendo o passado um detalhe bem legal.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Bom chegamos na conclusão, e o meu veredito é: de uma chance mesmo se não for muito fã do gênero e se for também!, é um clássico que realmente diverte, se não te divertir oque acho difícil não vai ser o pior filme que você verá, um ótimo filme atemporal para ver.                                                                                                                                                                                                                                            By:  Guilherme                                                                                                                                                                      
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