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sábado, 23 de abril de 2022

Salém - As bruxas são mesmo as vilãs?

abril 23, 2022 0
Hi people!

Bom estar aqui com vocês novamente para falar de duas coisas que adoro: séries e bruxas 💕.
Hoje vamos voltar lá pro século XVII e resgatar um pouco de uma das histórias mais sombrias vividas pela humanidade.
Nosso destino: Salém.




Titulo original: Salém
Lançamento: 2014
Temporadas: 3
Elenco: Kate Siegel, Zach Gilford, Hamish Linklater
Direção: Adam Simon, Brannon Braga
Disponível em: Star+
Sinopse: A série é ambientada na pequena cidade costeira de Salem, nos Estados Unidos do século XVII e acompanha John Alden, um guerreiro que retorna após sete anos e descobre que a cidade está em meio a uma grande histeria envolvendo bruxas, enquanto Mary, um amor do passado de John, é uma das principais e muito poderosa bruxa do coven.

A série

Os tempos eram difíceis e os puritanos exerciam grande poder sobre o povo, este é o contexto no qual viviam Mary e John Alden, além da busca pela santificação imposta pela igreja uma guerra se iniciava distanciando a jovem donzela de seu grande amor que como é de se esperar promete voltar quando tudo acabar no período de um ano.



O que Alden não sabia é que sua promessa seria impedida e que ele perderia muito mais do que o amor de sua adorada Mary, agora chamada Mary Sibley.

Falando sobre

A princípio quero forcar apenas na primeira temporada, mesmo porque isso sem duvida será fator determinante para o seu desejo de assistir ou não as demais.
É possível que em algum momento você tenha se deparado com conteúdos que trazem a tona as atrocidades que aconteceram em Salém no século XVII, sim a caça as bruxas foi real, muitas pessoas morreram durante o período da Santa inquisição e por mais aterrorizante que tudo isso pareça ser é simplesmente o retrato da maldade humana sendo externado por meio de crenças religiosas em nome de Deus.



Contudo o cinema não se preocupou em desmistificar a velha nariguda comedora de criancinhas, o estereótipo da bruxa velha e má predominou durante muito tempo na telinha, e toda a história contida no Mallelus Maleficarum se perpetuou  na sociedade e a "perseguição" contra a bruxa diabólica continua até os dias atuais.
A série Salém é uma exceção a essa regra.
Normalmente as produções seguem duas linhas de pensamento quando o tema é bruxaria: o primeiro retrata a bruxa como um ser maléfico , adoradora de satanás e digna de ser queimada na fogueira, dentro desta primeira linha de pensamento a igreja é exaltada por sua ação de expurgar o mal da terra, em contrapartida uma segunda linha de pensamento torna a igreja a vilã da história, matando mulheres indefesas, então em qual dessas visões poderíamos enquadrar Salém? Em nenhuma das duas.


Embora Salém traga ainda muito da bruxa maléfica e estereotipada a vilania é uma via de mão dupla, bruxas e puritanos são todos vilões e confesso que achei muito interessante essa perspectiva e muito ousada claro.
E embora seja obvio a ficção presente na série existem também muitos elementos que fazem parte do cotidiano bruxesco sendo explorados em cada episódio e ainda mais... Muito do que se vê nas mortes e na tortura buscou manter a fidelidade ao tempo da inquisição.
Bem para mim ficou claro que está série normalmente vai agradar a dois públicos: aos bruxos mais desenrolados e aos amantes do terror raiz.


A princípio a série parece meio desinteressante para leigos, o roteiro não é dos mais chamativos nos primeiros episódios, principalmente pelo que citei acima, se a pessoa é bruxa vai buscar assistir a série a fim de ver a história das bruxas de Salém sendo contada do ponto de vista histórico e logo vai se decepcionar.
Isso desvalida a série ? De maneira alguma.
Além do que não é literal a série traz muitos pontos de reflexão sobre o século em que se passa, além de ter uma fotografia muito boa e um figurino incrível e sobre isso gostaria ainda de fazer um adendo, as mortes e as torturas surgem na tela de maneira crua gostei muito disso, em compensação as cenas de sexo e nudez não são exatamente explicitas preservando em muitos momentos o corpo principalmente das mulheres, eu particularmente achei esse cuidado muito significativo (até hoje não vejo essa necessidade ridícula em expor mulheres e seus corpos em filmes sem cunho sexual, embora também ache desnecessário na pornografia mas enfim...)


Depois de um tempo a coisa começa a caminhar, os conflitos começam a acontecer, eu diria que isso se dá após a chegada de Increase Mather um puritano extremamente rígido e assertivo, a curiosidade começa a tomar conta da gente afinal quem vai vencer esse guerra, bruxas ou puritanos?
A verdade é que sim a primeira temporada foi bem produzida, nota-se a preocupação em não tornar todo o contexto da série uma viagem a Hogwarts, temos elementos reais dando margem também as especulações de que toda bruxa vendeu a alma pra Satan, vemos a histeria proporcionada pelas crenças religiosas e o efeito manada que isso pode causar.
Salém é uma série ousada, diferente, grotesca e necessária ao gênero.
Infelizmente foi cancelada, mas sinceramente preciso avaliar este infelizmente, as vezes menos é mais. 
Estou partindo para a segunda temporada, porque sim a primeira me fez querer ver a segunda, claro nem sempre foi assim, não porque a produção teve falhas mas porque demorei a me envolver e agora seria boba se não continuasse.


Mas e você conhece essa série? Ficou curioso caso não conheça ?  Me conta aqui.

TO BE CONTINUED

PS. Depois de terminar a segunda temporada volto aqui pra dizer se valeu a pena, outra curiosidade que li e esqueci de contar rsrs na terceira temporada tem Marilyn Manson atuando.


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The Batman e Morbius - Os morcegos do momento

abril 23, 2022 0


The Batman chegou na HBO Max e bastante gente está assistindo ao Morcegão interpretado desta vez por Robert Pattinson. Mas o filme é realmente bom?

Recentemente tive a audácia de assistir no cinema as 2 horas e 56 minutos de The Batman e a estreia de Morbius nas telonas e então resolvi juntar em um só post uma rápida resenha sobre os dois morcegos do momento.


The Batman


Acredito que o Batman dispensa apresentações mas esse filme é um ''novo'' Batman, interpretado por Robert Pattinson (famoso cara do Crepúsculo) o filme do Morcegão deu uma ''resetada'' na história para dar inicio a uma nova trilogia com Robert como Batman. E ficou bom?

Vi muita gente elogiando este filme, dizendo até que foi um dos melhores Batmans já feito, perdendo apenas para o Batman Cavaleiro das Trevas. Bom, na minha opinião esse novo Batman está ainda bem longe de ser um dos melhores, não é ruim, mas os filmes com Christian Bale e também com Ben Affleck como Batman são bem melhores. Como já disse o filme não é ruim, mas eu achei bem exagerada a forçada de barra para fazer o novo Batman parecer Fod@o, exagerada porém necessária, pois Robert Pattinson não me convenceu muito. Ele como Batman uniformizado até que ficou legal, mas sem uniforme não parece ser o Bruce Wayne dono da porr@ toda, apenas um moleque mimado e deprimido. Sem falar que ele sem mascara e com maquiagem borrada daria um ótimo Coringa rsrs.

Tudo bem que esse filme é como se fosse o inicio da carreira do Batman o que justifica um pouco as suas formas de agir (as vezes até meio amadora) mas é O BATMAN, e se não fosse a trilha sonora a todo momento tentando enfatizar isso a cada cena que ele aparece o filme teria ficado ainda mais fraco.

Não quero parecer chato só falando coisas ruins do filme aqui, e olha que tem mais pontos que poderia citar, a questão é que se você é fã do Batman ou simplesmente curte filmes de heróis, assista e tire suas próprias conclusões. Eu apenas não achei tudo isso, como ouvi falar, mas acredito que o próximo será melhor.


Morbius

Depois do fracasso como Coringa Jared Leto volta a interpretar um personagem dos quadrinhos, dessa vez ele é o anti-herói Michael Morbius, o que para muitos foi um outro fiasco.

Assim como The Batman esse também é um filme de apresentação, e já vai direto ao ponto, o cara é um medico e tem um problema de saúde, então busca a cura no DNA dos morcegos, e ao usar a ''Cura'' ele vira o Bichão, forte, rápido, com sentidos morcegais e descontrolado sedento por sangue. E pronto o filme é isso. 

O vilão é bem sem graça, basicamente uma copia dele, e a trama se desenrola encima disso, um é o Vampirão que não quer ferir as pessoas e o outro não está nem ai pra nada, só quer o poder independente do que tenha que fazer. E da mesma forma que em The Batman que usa e abusa da trilha sonora pra deixar o filme maneiro em Morbius eles abusam do slow motion nos combates.

É um filme fraco porém assistível, poderia ser bem melhor, mas por incrível que pareça se fosse para eu reassistir agora um dos dois filmes desse post apenas pra passar o tempo, o escolhido seria Morbius.


E você assistiu algum deles? O que achou? Comenta ai. Valeu, até a próxima.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Não Olhe para Cima - Se isso é comédia nossa vida é uma piada

janeiro 26, 2022 0

Título: Don't Look Up/Não Olhe para Cima

Ano: 2021

Gênero: Ficção cientifica, Comedia, Drama

Elenco: Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Jonah Hill, Ariana Grande

Sinopse: Dois astrônomos descobrem um cometa mortal vindo em direção à Terra e partem em um tour midiático para alertar a humanidade. Só que ninguém parece dar muita bola.

Disponível na Netflix

Sobre o Filme

Este filme mostra a tentativa desesperada de dois astrônomos (Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence) em alertar o governo e o Mundo de que um meteoro gigantesco de nível apocalíptico, ou seja, que acabaria com toda vida na terra está vindo em direção a Terra. Com as informações em mãos eles comunicam as organizações responsáveis por esse tipo de evento para que a Presidenta fosse informada e medidas fossem tomadas imediatamente, porém, todos fazem pouco caso do que estava acontecendo e a resposta que os astrônomos recebem é apenas algo do tipo "Vamos analisar o caso quando possível".

Já percebendo que ninguém estava entendendo da gravidade da situação, a dupla parte para programas de TV, internet e todo meio possível para chamar a atenção sobre o grande problema que estava por vir. Mas de nada adianta, os programas de TV também não levam a sério, e falam do caso como se fosse algo simples ou bobo. Tudo da errado, num momento onde eles deveriam ser exaltados por terem descoberto o meteoro a ponto de conseguir salvar a Terra eles acabam sendo até presos por "vazarem" informações confidencias.

Por fim quando a presidência resolve realmente agir, por questões politicas é claro e tudo parece finalmente tomar um rumo positivo, um empresário milionário se envolve na missão e aquilo que já era um plano onde existia grandes chances de dar ruim, acaba piorando ainda mais.

Minha Opinião

Não Olhe para Cima dividiu bastante as opiniões das pessoas, muitos gostaram mas muitos odiaram dizendo que o filme não era tão engraçado, eu particularmente gostei do filme, mas não pela sua parte comédia, inclusive nem consideraria esse filme do gênero comédia, eu não ri em nenhum momento nesse filme, então por que eu gostei? Eu gostei por que na minha opinião esse filme é bem mais uma critica social do que uma tentativa de ser engraçado. Muita coisa mostrada no filme acontece na nossa realidade, pessoas comuns, políticos, mídia, não dando importância ao que realmente deveria dar e valorizando coisas fúteis, fazendo de heróis vilões e de vilões heróis, e quando resolvem dar a devida atenção é sempre por interesse próprio na tentativa de conseguir algo a seu favor. Isso tudo acontece no nosso dia a dia, talvez não de uma forma exagerada como no filme (ou as vezes sim) e só não enxerga quem não quer ver. Esse foi o motivo de eu ter gostado do filme, e como deixei escrito no título da postagem, SE ESSE FILME É COMÉDIA ENTÃO A NOSSA VIDA É UMA PIADA.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Ovos Verdes e Presunto - Uma aventura divertida para toda família

janeiro 10, 2022 0


Título:
Ovos verdes e Presunto

Ano: 2019

Gênero: Animação

Episódios: 13

Sinopse: Eles não podiam ser mais diferentes, mas embarcam juntos numa viagem em que descobrem o valor da amizade e um prato de dar água na boca.


Um cara rabugento (João Sei Não) perde todas as esperanças depois de uma serie de falhas em seus inventos, sem rumo vai até um restaurante (Donna`s Diner) onde conhece um ser carismático e Extremamente Feliz (Romeu Sou Eu), depois de varias confusões eles trocam de mala, a de João está cheia de restos do seu ultimo invento mas a de Romeu...

O que achei

Essa serie é simplesmente incrível a qualidade é muito boa as vozes dos atores combinaram perfeitamente com seus personagens, não é aquela dublagem mal feita, os efeitos sonoros muito bons, animação bonita e limpa, uma coisa que quero ressaltar é que esse é um tipo de série/animação rara de se ter pois a maioria dos episódios das outras series são um episodio aleatório, por exemplo, um é de dinossauros e no próximo de robô, Essa serie não! um episodio complementa o outro, a continuação é uma aventura! É divertido ter uma serie assim porque ele transmite a emoção de ´´Nossa oque será que vai acontecer?`` ela é como um filme dividido em partes de 20 minutos.


Realmente uma serie muito bem trabalhada bonita de se ver, mesmo o estilo de enredo já ter sido explorado em outras produções, mas essa é diferente, ela se destaca, é muito boa para assistir com crianças, adultos, e etc.

By Guilherme

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Pássaro do Oriente - Um suspense intrigante em Tóquio

janeiro 05, 2022 0

Título: Pássaro do Oriente

Ano: 2019

País: EUA

Duração: 107 min

Gênero: Suspense/Romance

Diretor: Wash Westmoreland

Elenco: Alicia Vikander, Riley Keough, Naoki Kobayashi, Jack Huston, Kiki Sukezane, Yoshiko Sakuma, Ken Yamamura, Kazuhiro Muroyama, Akiko Iwase, Cristal Kay

Sinopse: Na Tóquio dos anos 80, uma estrangeira misteriosa é suspeita de assassinar uma amiga, desaparecida após as duas se envolverem em um triângulo misterioso.

Onde assistir: Netflix

Olá caros leitores do blog, um ótimo ano novo para todos, de muitos filmes e séries para nós 😊 rs. Após assistir muitos filmes, me senti motivado de resenhar esse para vocês. Um filme que está na minha lista da Netflix desde que lançou praticamente, mas sempre fui adiando e nunca assistia, já que nunca via ninguém indicando ou comentando sobre ele, apesar da sua sinopse por si só ser bem chamativa. Lembrando que o filme é uma adaptação do livro "Delito sem Provas", da autora Susanna Jones. 

Resolvi assistir e achei um ótimo filme, e por isso vim indicar ele para vocês. Logo no início somos apresentados à protagonista Lucy Fly (Alicia Vikander/Ex_Machina: Instinto Artifiical), uma sueca que vive em Tóquio, aonde trabalha como tradutora. Num dia em um karaokê, junto ao seu amigo Bob (Jack Huston/Ben-Hur) ela conhece a bela Lily (Riley Keough/O Chalé). Elas logo fazem uma amizade, começam a sair pela cidade, dormem uma na casa da outra, e coisas do tipo. Nesse meio tempo Lucy também acaba conhecendo Teiji (Naoki Kobayashi/ na vida real membro da banda de J-Pop Sandaime J Soul Brothers).


Lucy se apaixona rapidamente por Teiji, que tem uma curiosa e estranha mania de tirar várias fotos da garota, sem nunca dizer o motivo disso. Lily vai se aproximando cada vez mais de ambos, o que cria situações de ciúmes e até mesmo atração por parte de Lucy. O interessante é que esse filme mistura elementos como suspense, romance e até um pouco de drama, com uma história que nos prende e nos deixa curioso até o último minuto de projeção, para saber o que vai acontecer. 


Também achei legal a mistura do elenco hollywoodiano com atores japoneses, teve uma boa sincronia entre os atores. Outro ponto a se destacar foram as belas paisagens do Japão, nas cenas externas você se sente na cidade, muito bonito mesmo. O filme nos surpreende com alguns plot twists (reviravoltas na trama) e nos entrega um final satisfatório. Então é isso, espero que gostem da dica da vez! 😉


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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Klaus - Um filme para recordar

dezembro 15, 2021 2

Olá amigos leitores do De olho no assunto tudo bem?
Este é meu primeiro post aqui no blog então deixa eu me apresentar...
Eu sou o Guilherme, Gui para os íntimos rsrs, tenho 10 anos e fui convidado pela minha mãe a falar um pouco sobre um filme que eu adoro!



Título: Klaus
Gênero: Animação
Direção: Sérgio Pablos 
País de origem: Espanha
Ano: 2019
Duração: 1h 37m
 

Sobre o filme 

Rico e esnobe ( Jesper Johansson ) é extremamente preguiçoso e não liga para nada, seu pai não gosta muito da ideia e como castigo ele torna Jesper um carteiro, porém ele  é o pior da academia  e o mais mimado, dessa forma para tentar ensinar um  lição ao filho o pai de Jesper o obriga a criar uma filial dos correios em Smeerensburg, uma cidade estranha e perigosa que fica em uma ilha distante, sua jornada até a ilha é longa e extremamente estressante para Jesper, após chegar ao local ele fica pasmo com aquela ilha triste e logo percebe que o povo que mora lá não é muito "amigável".

 

O que eu achei

Um ponto que quero ressaltar é como a animação é incrível! 
Esta é uma uma produção que parece realizar uma mistura de 2D com 3D mesmo sabendo que muitos filmes já haviam desistido de fazer esse tipo de projeto pois era arriscado de mais, Klaus ousou  nessa animação e deu super certo.
Ele foi indicado ao Oscar e uma das qualidades apontadas foi justamente o quesito animação, além disso a narrativa e incrível, os personagens tem potencial para serem explorados e a tradução de inglês para português esteve sensacional, assim como toda parte de efeitos sonoros.
Para mim esse filme foi muito bem trabalhado, dá pra ver que os produtores se empenharam e botaram coração nessa produção, porém enquanto assisti percebi uma coisa estranha... Uma cena em que o carteiro abre a porta, nela podemos perceber que há uma criança na porta e mesmo assim a porta é aberta, como assim? 



Esse filme tem milhões de mensagens importantes como respeitar uns aos outros, a influência dos pais no nosso desenvolvimento, entre muitas outras que vale a pena observar.
E a pergunta que não quer calar, é bom? A resposta é claro! 
Esse filme foi indicado ao Oscar por uma razão por ser incrível em todos os aspectos como tinha dito animação, áudio, roteiro, narrativa tudo 10/10  e eu recomendo, é um filme para assistir só ou em família ele é muito bom!

E você o que achou desse filmaço? Me conte nos comentários vou adorar saber.

By Guilherme 
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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Round 6 - Uma visão além do entretenimento

outubro 14, 2021 0

 Eu sempre busco falar aqui no blog sobre a profundidade das produções coreanas...

Olá meu povo ceis tão baum?!

Hoje nós vamos falar sobre Squid Game ou Round 6 uma série coreana  que bombou desde seu lançamento.

Ela foi e continua sendo alvo de várias notícias diariamente desde então.




Título: Squid Game 
Ano: 2021
País: Coreia do Sul
Episódios: 9
Temporada: 1
Gênero: Drama/ Thriller
Criador: Hwang Dong-hyuk
Elenco: Lee Jung-jae,Park Hae-soo,Wi Ha-jun
Sinopse: Centenas de jogadores falidos aceitam um estranho convite para um jogo de sobrevivência. Um prêmio milionário aguarda, mas as apostas são altas e mortais.


Eu pensei bastante antes de me propor a escrever este post, primeiro porque já tem uma galera postando conteúdo sobre, segundo porque já existem milhares de teorias a respeito da série, então confesso que fiquei desmotivada a escrever, porém em meio a esse turbilhão de acontecimentos um especificamente me chamou  atenção e é sobre ele que iremos falar agora.

*Eu nunca trouxe essa abordagem para o blog e pra quem não sabe eu me  formei terapeuta complementar e sigo fazendo meu curso de psicanálise feliz da vida, então minha análise hoje vai ser diferente do que costuma ser.



A série

Que eu sou apaixonada por conteúdo coreano quem me acompanha aqui sabe e não é segredo para ninguém, e é fato que pouco a pouco eles vem conquistando um grande público pela qualidade de seus trabalhos.
Round 6 é uma série muito bem construída e na minha opinião atinge a dois tipos de público, o primeiro é aquele que faz viralizar conceitos bobinhos e que de fato vão se apegar apenas ao conteúdo literal da série, enquanto o outro público vai observar cada representação de cada elemento e compreender que Round 6 não é uma simples série de entretenimento e sim uma chamada a consciência sobre fatos que são REAIS na construção da nossa sociedade.




ATENÇÃO CONTÉM SPOILER 

A série em si traz uma premissa despretensiosa e isso fica evidente desde o primeiro episódio, mas se engana quem pensa que vai se manter assim até o fim.
O contexto no qual a série se desenvolve é extremamente aplicável a nossa vida diária.
A análise começa a partir da escolha dos participantes do grupo, já parou para pensar porque escolheram os endividados?
Todos são convidados a jogar um jogo, e a partir dai se estabelece o mistério sobre quais seriam os jogos, mas olhando a grosso modo faria mesmo diferença saber quais seriam?
Batatinha frita 1,2,3 um joguinho de criança...
Será se você passaria dessa primeira fase?
Além de nos envolver numa esfera infantil onde a pureza ainda se encontra viva dentro de nós esse episódio me fez pensar em como o ser humano tem dificuldade em prestar atenção e a seguir regras, dificuldade em ouvir para depois agir.




Outro ponto a ser levado em conta é que os participantes tinham  o poder da escolha.
Cada brincadeira a seguir colocava em questão atitudes éticas e morais de cada indivíduo, e tudo isso foi explorado profundamente a cada episódio.
Questões como a exclusão de mulheres e idosos, o uso do sexo e mentiras para obter benefícios próprios,  o exercício do poder da classe alta sobre a massa, a impressão igualitária que muitas vezes nos é imposta apenas em teoria, e tantos outros pontos que eu poderia falar aqui por horas.

Tudo isso abordado ludicamente em uma série perfeitamente elaborada para despertar a reflexão de que nós somos os jogadores, infelizmente quase ninguém percebeu isso.

Então aquela reflexão profunda sobre pensamentos e comportamentos que poderiam libertar a grande massa se resumiu a memes, reprodução de alguns jogos e a crítica sobre a série usar brincadeiras de criança em um contexto como esse...

*Essa questão sobre a crítica com relação a brincadeiras de  crianças na série eu vou aprofundar no meu outro blog confere lá  

O que me leva a crer que existe um esforço gigantesco da nossa parte em não olhar pra coisas importantes mesmo quando são trazidas de maneira tão simples como uma sopinha de neném.
Acho muito importante pensarmos que o cinema e as artes são justamente a expressão de um inconsciente coletivo o qual não devemos ignorar.
É obvio que compreender a proposta da série talvez não cause uma grande revolução, mas pelo menos tiraria uma trava gigantesca dos nossos olhos, grande parte das produções coreanas trazem essa concepção, um pensamento inteligente inserido na arte.
Infelizmente isso ainda passa batido.



Em termos gerais Round 6 é uma produção completa e bem estruturada, promove reflexões e atende a diversos públicos, é extremista na medida certa para causar impacto, sútil a ponto de encher de mensagens subliminares cada parte de sua composição, grotesca a ponto de criar uma dose de desconforto e artística para que a gente compreenda que a arte também faz parte do cotidiano.
Round 6 traz um apunhado de práticas humanas que a gente finge não ver mas que estão ai acontecendo de maneira escancarada sem causar incomodo algum em absolutamente ninguém.

PS: Com a repercussão que ela causou as discussões deveriam estar sendo outras, não é que devamos problematizar tudo, mas quando um banquete desses é servido é hora de começar a analisar... 

E você o que achou da série, deixe ai nos comentários vou adorar saber.

Batatinha frita 1,2,3















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