segunda-feira, 30 de abril de 2018

O tempo da espera ... Gênesis 15. 4 a 6

Graça e paz amados,

Hoje vamos falar a respeito das  PROMESSAS e o tempo de espera para seu cumprimento, é fato que este tempo muitas vezes nos causa incredulidade e nos leva a buscar soluções para criar atalhos com a certeza de que estamos facilitando o seu cumprimento, mas será mesmo isso uma verdade?


Nosso Deus é um Deus de alianças e promessas, porém, em meio a toda sua excelência e sabedoria Ele sabe que para cumprir suas promessas na vida de um homem é necessário maturação.
Quando plantamos uma árvore existem etapas que precisam ser respeitadas para que ela nasça, cresça, se solidifique e permaneça, assim também nós precisamos passar por determinadas etapas a fim de alcançar o cumprimento da promessa.




Uma das histórias mais lindas da bíblia está descrita em Gênesis capítulo 15 versículo 4 ao 6, vamos ler:

"E eis que veio a palavra do Senhor a ele, dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, esse será o teu herdeiro. Então o levou para fora, e disse: Olha agora para os céus e conta as estrelas, se podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua semente. E creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça."

Esta foi a promessa feita por Deus a Abraão, obviamente as circunstâncias não pareciam favoráveis para que esta promessa fosse cumprida mas Abraão creu...

O tempo da espera ...




Quero te convidar a uma reflexão neste momento...
O contexto da história de Abraão era velhice, uma esposa que também já estava em idade avançada e nenhum herdeiro, este homem foi escolhido por Deus para ser pai de multidões, mas como ?
Primeiro vemos um Deus poderoso que não depende de circunstâncias favoráveis para agir, segundo vemos que a fé numa promessa não encontra empecilhos para seu cumprimento, terceiro acreditar numa promessa as vezes pode trazer a existência aquilo que não existe.

Como lemos no versículo acima Abraão creu na promessa e aqui nós vamos criar um raciocínio a respeito disso:
- Quando Deus nos faz promessas cremos
- Quando Deus nos faz promessas não olhamos para as dificuldades
- Promessa gera esperança
- Mas e o tempo do cumprimento ? ...

Foi durante o tempo da espera que Sara decide entrar e ação, foi durante a espera que ela duvida da promessa e começa a olhar pra circunstância, foi durante o tempo da espera que ela incluí a serva Agar no contexto da promessa e por causa dessa atitude vemos uma sequência de acontecimentos os quais não faziam parte do plano excelente de Deus.

O tempo da espera é algo que tem desestabilizado muitos cristãos, no momento em que a promessa é feita a esperança é gerada em nosso coração, porém, no tempo da espera a gente tem a tendência de começar a perder o foco da promessa e olhar para as circunstâncias desfavoráveis, neste momento muitos desistem, ou tentam encurtar este tempo, mas esquecem que o plano de Deus não tem emendas, não tem atalhos, o plano de Deus acontece exatamente da maneira como Ele arquitetou.

No decorrer da história vemos que Agar concede um filho a Abraão, porém, ele não era o filho da promessa, algum tempo depois vemos Sara sendo mãe independente da sua idade avançada e com isso a promessa de Deus se cumpre em sua totalidade.


 
Esperar nem sempre é fácil, mas é preciso...
Quando esperamos observamos o que acontece a nossa volta e é justamente isso que Deus não quer que façamos, perder o foco, ser inconstante.
O tempo de espera nos faz amadurecer para recebermos aquilo que por sua graça decidiu nos entregar, é o momento onde nos tornamos firmes, melhor estruturados.
Toda promessa passa pelo teste do tempo...

Esta mensagem nos leva a refletir e com isso aprendermos que o tempo que nos assombra, nos tira o foco, nos faz incrédulos, deve ter uma função diferente em nossa vida, o tempo de espera deve nos manter focados, deve nos aproximar de Deus, nos proporcionar intimidade com Ele.

Deus não é homem para que minta, se Ele te prometeu Ele irá cumprir, independente das circunstâncias.

Amadureça, firme suas raízes Nele.

Deus os abençoe...

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